EDUCAÇÃO ESPECIAL
Este espaço tem a finalidade de trocas de informações na educação. Sou orientadora educacional e estou escrevendo uma dissertação sobre síndrome de asperger.
Quero esclarecer e ajudar pessoas que precisam de orientações no âmbito da educação.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
terça-feira, 20 de julho de 2010
SÍNDROME DE ASPERGER
Tem essa denominação porque foi descrita primeiramente, em 1994, pelo médico alemão Hans Asperger. Isso ocorreu aproximadamente um ano após Leo Kanner divulgar seu primeiro trabalho sobre autismo. O Dr. Asperger relatou nesta descrição alguns indivíduos que apresentavam comportamentos considerados estranhos.
Segundo os estudos, as pessoas com esse distúrbio possuem as dificuldades ou as falhas consideradas na tríade do autismo, mas não apresentavam nenhum atraso significativo de desenvolvimento de fala ou no cognitivo, podendo ser consideradas apenas excêntricas ou estranhas para os padrões considerados normais de comportamento.
Somente por esta descrição, já se encontra certa contradição, pois se a tríade é caracterizada por falhas ou dificuldades (qualitativas) na comunicação, na interação social e na imaginação e, como conseqüência, vem às dificuldades comportamentais, como um indivíduo pode apresentar a tríade e manter a total normalidade no que se refere ao desenvolvimento da fala e do cognitivo?
Seguindo esta linha de raciocínio, a Síndrome de Asperger deveria ser vista como uma síndrome independente, com características próprias e desvinculada do autismo. A partir do momento em que se coloca como uma variação, torna-se falha, visto que a descrição dos sintomas engloba os já descritos exaustivamente como próprios do autismo e acrescenta outros próprios somente do Asperger.
Semelhanças (e diferenças) com o autismo
Aparentemente existem várias formas de autismo, e a Síndrome de Asperger é uma delas, mas levando-se em conta suas principais características, percebe-se que foge em alguns aspectos das características citadas como próprias dos autistas. Na verdade, seria apenas uma variação do autismo, com características próprias, da mesma forma que se classifica o grau leve de autismo como limitrofia. As variações, com sintomas específicos, que serão relatados a seguir, denominam-se Asperger.
Principais sintomas:
Em relação à linguagem
Fluência verbal antes da idade de quatro anos, apresentando gramática e vocabulários muito bons, mas, por vezes, de maneira formal e repetitiva, a voz tende a ser monótona e sem emoção, e os diálogos giram em torno do ego.
Esta é uma semelhança com as características do autismo, mas não é regra, visto que já foi citado que o autista pode demonstrar sintomas desde os seus primeiros momentos de vida de bebê. Esta fluência descrita na Síndrome de Asperger é, portanto, semelhante a um tipo de autismo, mas não a todos os outros.
Em relação à aprendizagem e à cognição
Mostra-se obcecado com tópicos complexos, pode ser considerado um individuo excêntrico, o QI pode variar entre muito abaixo do normal na habilidade verbal e acima da média em outras habilidades como desempenho. Quanto a isso, pode-se assemelhar ao que se refere no autismo, mas, na sequência, descreve-se que o individuo portador de Síndrome de Asperger, em muitos casos, pode apresentar dislexia e problemas de escrita, discalculia ou dificuldade com Matemática, falta de bom senso, preferência pelo pensamento concreto em detrimento do abstrato.
Aqui está uma grande diferença do autismo, pois as dificuldades ou os distúrbios de aprendizagem são características da limitrofia (grau leve de autismo) e do Asperger, entre outros. Mas as semelhanças terminam aqui, visto que tantos outros graus de autismo acabam eliminando esses distúrbios pelo simples fato da criança alienar-se de tal forma que tornam os estudos ineficazes e até nulos, ou seja, acaba não assimilando o aprendizado não por causa de algum distúrbio de aprendizagem, mas principalmente pelo próprio autismo que o limita.
Em relação ao comportamento
Apresenta tendência a movimentos desajeitados, ao contrário do autismo, o individuo com a Síndrome de Asperger não tem tanta acentuação nos problemas sensórios, ou seja, não tem tanta dificuldade em entender as sensações, pode ser socialmente atento, mas apresentar falhas na reciprocidade. Em outras palavras, pode aceitar as pessoas e até conviver com elas, mas sem integrar-se inteiramente.
Podem apresentar frequentemente depressão e desordem bipolar, entre outras características, porém, no autismo, é mais comum a associação com o TOC.
Alguns pesquisadores defendem que a Síndrome de Asperger é possivelmente hereditária pelo fato de muitas famílias citarem vários parentes estranhos. Também aqui está uma diferença, pois, no autismo, a hereditariedade não é significativa.
Tratamento
No momento, não há nenhum tratamento específico para indivíduos com a Síndrome de Asperger. Podendo-se citar a TCC (Terapia Cognitiva Comportamental) ou a Arteterapia como boas opções. Apesar das poucas opções disponíveis para tratamentos, estes não devem ser negligenciados, e percebe-se que os indivíduos tratados acabam tendo uma vida produtiva, conseguindo viver de forma independente, trabalhando, estudando, enfim, tendo uma vida considerada normal.
Um bom tratamento, tanto para autismo quanto para Asperger, deve considerar os aspectos bioquímicos (aceitação ou alergias a tipos de alimentos, medicamentos etc.) neurosensorial (integração sensorial, desenvolvimento de padrões, estimulação e integração auditiva, facilitação da comunicação em diversos níveis, terapias relacionadas com a vida diária, de acordo com a rotina do paciente), psicodinâmico (terapia de abraços, Psicoterapia e Psicanálise, além das já citadas, como TCC, Arteterapia e Musicoterapia), entre outros aspectos. Estes são os principais a serem considerados para um bom tratamento.
Fonte: OLIVER, Lou; Distúrbios de aprendizagem e de Comportamento. Rio de Janeiro: Wak Ed, 2010.
Tem essa denominação porque foi descrita primeiramente, em 1994, pelo médico alemão Hans Asperger. Isso ocorreu aproximadamente um ano após Leo Kanner divulgar seu primeiro trabalho sobre autismo. O Dr. Asperger relatou nesta descrição alguns indivíduos que apresentavam comportamentos considerados estranhos.
Segundo os estudos, as pessoas com esse distúrbio possuem as dificuldades ou as falhas consideradas na tríade do autismo, mas não apresentavam nenhum atraso significativo de desenvolvimento de fala ou no cognitivo, podendo ser consideradas apenas excêntricas ou estranhas para os padrões considerados normais de comportamento.
Somente por esta descrição, já se encontra certa contradição, pois se a tríade é caracterizada por falhas ou dificuldades (qualitativas) na comunicação, na interação social e na imaginação e, como conseqüência, vem às dificuldades comportamentais, como um indivíduo pode apresentar a tríade e manter a total normalidade no que se refere ao desenvolvimento da fala e do cognitivo?
Seguindo esta linha de raciocínio, a Síndrome de Asperger deveria ser vista como uma síndrome independente, com características próprias e desvinculada do autismo. A partir do momento em que se coloca como uma variação, torna-se falha, visto que a descrição dos sintomas engloba os já descritos exaustivamente como próprios do autismo e acrescenta outros próprios somente do Asperger.
Semelhanças (e diferenças) com o autismo
Aparentemente existem várias formas de autismo, e a Síndrome de Asperger é uma delas, mas levando-se em conta suas principais características, percebe-se que foge em alguns aspectos das características citadas como próprias dos autistas. Na verdade, seria apenas uma variação do autismo, com características próprias, da mesma forma que se classifica o grau leve de autismo como limitrofia. As variações, com sintomas específicos, que serão relatados a seguir, denominam-se Asperger.
Principais sintomas:
Em relação à linguagem
Fluência verbal antes da idade de quatro anos, apresentando gramática e vocabulários muito bons, mas, por vezes, de maneira formal e repetitiva, a voz tende a ser monótona e sem emoção, e os diálogos giram em torno do ego.
Esta é uma semelhança com as características do autismo, mas não é regra, visto que já foi citado que o autista pode demonstrar sintomas desde os seus primeiros momentos de vida de bebê. Esta fluência descrita na Síndrome de Asperger é, portanto, semelhante a um tipo de autismo, mas não a todos os outros.
Em relação à aprendizagem e à cognição
Mostra-se obcecado com tópicos complexos, pode ser considerado um individuo excêntrico, o QI pode variar entre muito abaixo do normal na habilidade verbal e acima da média em outras habilidades como desempenho. Quanto a isso, pode-se assemelhar ao que se refere no autismo, mas, na sequência, descreve-se que o individuo portador de Síndrome de Asperger, em muitos casos, pode apresentar dislexia e problemas de escrita, discalculia ou dificuldade com Matemática, falta de bom senso, preferência pelo pensamento concreto em detrimento do abstrato.
Aqui está uma grande diferença do autismo, pois as dificuldades ou os distúrbios de aprendizagem são características da limitrofia (grau leve de autismo) e do Asperger, entre outros. Mas as semelhanças terminam aqui, visto que tantos outros graus de autismo acabam eliminando esses distúrbios pelo simples fato da criança alienar-se de tal forma que tornam os estudos ineficazes e até nulos, ou seja, acaba não assimilando o aprendizado não por causa de algum distúrbio de aprendizagem, mas principalmente pelo próprio autismo que o limita.
Em relação ao comportamento
Apresenta tendência a movimentos desajeitados, ao contrário do autismo, o individuo com a Síndrome de Asperger não tem tanta acentuação nos problemas sensórios, ou seja, não tem tanta dificuldade em entender as sensações, pode ser socialmente atento, mas apresentar falhas na reciprocidade. Em outras palavras, pode aceitar as pessoas e até conviver com elas, mas sem integrar-se inteiramente.
Podem apresentar frequentemente depressão e desordem bipolar, entre outras características, porém, no autismo, é mais comum a associação com o TOC.
Alguns pesquisadores defendem que a Síndrome de Asperger é possivelmente hereditária pelo fato de muitas famílias citarem vários parentes estranhos. Também aqui está uma diferença, pois, no autismo, a hereditariedade não é significativa.
Tratamento
No momento, não há nenhum tratamento específico para indivíduos com a Síndrome de Asperger. Podendo-se citar a TCC (Terapia Cognitiva Comportamental) ou a Arteterapia como boas opções. Apesar das poucas opções disponíveis para tratamentos, estes não devem ser negligenciados, e percebe-se que os indivíduos tratados acabam tendo uma vida produtiva, conseguindo viver de forma independente, trabalhando, estudando, enfim, tendo uma vida considerada normal.
Um bom tratamento, tanto para autismo quanto para Asperger, deve considerar os aspectos bioquímicos (aceitação ou alergias a tipos de alimentos, medicamentos etc.) neurosensorial (integração sensorial, desenvolvimento de padrões, estimulação e integração auditiva, facilitação da comunicação em diversos níveis, terapias relacionadas com a vida diária, de acordo com a rotina do paciente), psicodinâmico (terapia de abraços, Psicoterapia e Psicanálise, além das já citadas, como TCC, Arteterapia e Musicoterapia), entre outros aspectos. Estes são os principais a serem considerados para um bom tratamento.
Fonte: OLIVER, Lou; Distúrbios de aprendizagem e de Comportamento. Rio de Janeiro: Wak Ed, 2010.
Segundo os estudos, as pessoas com esse distúrbio possuem as dificuldades ou as falhas consideradas na tríade do autismo, mas não apresentavam nenhum atraso significativo de desenvolvimento de fala ou no cognitivo, podendo ser consideradas apenas excêntricas ou estranhas para os padrões considerados normais de comportamento.
Somente por esta descrição, já se encontra certa contradição, pois se a tríade é caracterizada por falhas ou dificuldades (qualitativas) na comunicação, na interação social e na imaginação e, como conseqüência, vem às dificuldades comportamentais, como um indivíduo pode apresentar a tríade e manter a total normalidade no que se refere ao desenvolvimento da fala e do cognitivo?
Seguindo esta linha de raciocínio, a Síndrome de Asperger deveria ser vista como uma síndrome independente, com características próprias e desvinculada do autismo. A partir do momento em que se coloca como uma variação, torna-se falha, visto que a descrição dos sintomas engloba os já descritos exaustivamente como próprios do autismo e acrescenta outros próprios somente do Asperger.
Semelhanças (e diferenças) com o autismo
Aparentemente existem várias formas de autismo, e a Síndrome de Asperger é uma delas, mas levando-se em conta suas principais características, percebe-se que foge em alguns aspectos das características citadas como próprias dos autistas. Na verdade, seria apenas uma variação do autismo, com características próprias, da mesma forma que se classifica o grau leve de autismo como limitrofia. As variações, com sintomas específicos, que serão relatados a seguir, denominam-se Asperger.
Principais sintomas:
Em relação à linguagem
Fluência verbal antes da idade de quatro anos, apresentando gramática e vocabulários muito bons, mas, por vezes, de maneira formal e repetitiva, a voz tende a ser monótona e sem emoção, e os diálogos giram em torno do ego.
Esta é uma semelhança com as características do autismo, mas não é regra, visto que já foi citado que o autista pode demonstrar sintomas desde os seus primeiros momentos de vida de bebê. Esta fluência descrita na Síndrome de Asperger é, portanto, semelhante a um tipo de autismo, mas não a todos os outros.
Em relação à aprendizagem e à cognição
Mostra-se obcecado com tópicos complexos, pode ser considerado um individuo excêntrico, o QI pode variar entre muito abaixo do normal na habilidade verbal e acima da média em outras habilidades como desempenho. Quanto a isso, pode-se assemelhar ao que se refere no autismo, mas, na sequência, descreve-se que o individuo portador de Síndrome de Asperger, em muitos casos, pode apresentar dislexia e problemas de escrita, discalculia ou dificuldade com Matemática, falta de bom senso, preferência pelo pensamento concreto em detrimento do abstrato.
Aqui está uma grande diferença do autismo, pois as dificuldades ou os distúrbios de aprendizagem são características da limitrofia (grau leve de autismo) e do Asperger, entre outros. Mas as semelhanças terminam aqui, visto que tantos outros graus de autismo acabam eliminando esses distúrbios pelo simples fato da criança alienar-se de tal forma que tornam os estudos ineficazes e até nulos, ou seja, acaba não assimilando o aprendizado não por causa de algum distúrbio de aprendizagem, mas principalmente pelo próprio autismo que o limita.
Em relação ao comportamento
Apresenta tendência a movimentos desajeitados, ao contrário do autismo, o individuo com a Síndrome de Asperger não tem tanta acentuação nos problemas sensórios, ou seja, não tem tanta dificuldade em entender as sensações, pode ser socialmente atento, mas apresentar falhas na reciprocidade. Em outras palavras, pode aceitar as pessoas e até conviver com elas, mas sem integrar-se inteiramente.
Podem apresentar frequentemente depressão e desordem bipolar, entre outras características, porém, no autismo, é mais comum a associação com o TOC.
Alguns pesquisadores defendem que a Síndrome de Asperger é possivelmente hereditária pelo fato de muitas famílias citarem vários parentes estranhos. Também aqui está uma diferença, pois, no autismo, a hereditariedade não é significativa.
Tratamento
No momento, não há nenhum tratamento específico para indivíduos com a Síndrome de Asperger. Podendo-se citar a TCC (Terapia Cognitiva Comportamental) ou a Arteterapia como boas opções. Apesar das poucas opções disponíveis para tratamentos, estes não devem ser negligenciados, e percebe-se que os indivíduos tratados acabam tendo uma vida produtiva, conseguindo viver de forma independente, trabalhando, estudando, enfim, tendo uma vida considerada normal.
Um bom tratamento, tanto para autismo quanto para Asperger, deve considerar os aspectos bioquímicos (aceitação ou alergias a tipos de alimentos, medicamentos etc.) neurosensorial (integração sensorial, desenvolvimento de padrões, estimulação e integração auditiva, facilitação da comunicação em diversos níveis, terapias relacionadas com a vida diária, de acordo com a rotina do paciente), psicodinâmico (terapia de abraços, Psicoterapia e Psicanálise, além das já citadas, como TCC, Arteterapia e Musicoterapia), entre outros aspectos. Estes são os principais a serem considerados para um bom tratamento.
Fonte: OLIVER, Lou; Distúrbios de aprendizagem e de Comportamento. Rio de Janeiro: Wak Ed, 2010.
Tem essa denominação porque foi descrita primeiramente, em 1994, pelo médico alemão Hans Asperger. Isso ocorreu aproximadamente um ano após Leo Kanner divulgar seu primeiro trabalho sobre autismo. O Dr. Asperger relatou nesta descrição alguns indivíduos que apresentavam comportamentos considerados estranhos.
Segundo os estudos, as pessoas com esse distúrbio possuem as dificuldades ou as falhas consideradas na tríade do autismo, mas não apresentavam nenhum atraso significativo de desenvolvimento de fala ou no cognitivo, podendo ser consideradas apenas excêntricas ou estranhas para os padrões considerados normais de comportamento.
Somente por esta descrição, já se encontra certa contradição, pois se a tríade é caracterizada por falhas ou dificuldades (qualitativas) na comunicação, na interação social e na imaginação e, como conseqüência, vem às dificuldades comportamentais, como um indivíduo pode apresentar a tríade e manter a total normalidade no que se refere ao desenvolvimento da fala e do cognitivo?
Seguindo esta linha de raciocínio, a Síndrome de Asperger deveria ser vista como uma síndrome independente, com características próprias e desvinculada do autismo. A partir do momento em que se coloca como uma variação, torna-se falha, visto que a descrição dos sintomas engloba os já descritos exaustivamente como próprios do autismo e acrescenta outros próprios somente do Asperger.
Semelhanças (e diferenças) com o autismo
Aparentemente existem várias formas de autismo, e a Síndrome de Asperger é uma delas, mas levando-se em conta suas principais características, percebe-se que foge em alguns aspectos das características citadas como próprias dos autistas. Na verdade, seria apenas uma variação do autismo, com características próprias, da mesma forma que se classifica o grau leve de autismo como limitrofia. As variações, com sintomas específicos, que serão relatados a seguir, denominam-se Asperger.
Principais sintomas:
Em relação à linguagem
Fluência verbal antes da idade de quatro anos, apresentando gramática e vocabulários muito bons, mas, por vezes, de maneira formal e repetitiva, a voz tende a ser monótona e sem emoção, e os diálogos giram em torno do ego.
Esta é uma semelhança com as características do autismo, mas não é regra, visto que já foi citado que o autista pode demonstrar sintomas desde os seus primeiros momentos de vida de bebê. Esta fluência descrita na Síndrome de Asperger é, portanto, semelhante a um tipo de autismo, mas não a todos os outros.
Em relação à aprendizagem e à cognição
Mostra-se obcecado com tópicos complexos, pode ser considerado um individuo excêntrico, o QI pode variar entre muito abaixo do normal na habilidade verbal e acima da média em outras habilidades como desempenho. Quanto a isso, pode-se assemelhar ao que se refere no autismo, mas, na sequência, descreve-se que o individuo portador de Síndrome de Asperger, em muitos casos, pode apresentar dislexia e problemas de escrita, discalculia ou dificuldade com Matemática, falta de bom senso, preferência pelo pensamento concreto em detrimento do abstrato.
Aqui está uma grande diferença do autismo, pois as dificuldades ou os distúrbios de aprendizagem são características da limitrofia (grau leve de autismo) e do Asperger, entre outros. Mas as semelhanças terminam aqui, visto que tantos outros graus de autismo acabam eliminando esses distúrbios pelo simples fato da criança alienar-se de tal forma que tornam os estudos ineficazes e até nulos, ou seja, acaba não assimilando o aprendizado não por causa de algum distúrbio de aprendizagem, mas principalmente pelo próprio autismo que o limita.
Em relação ao comportamento
Apresenta tendência a movimentos desajeitados, ao contrário do autismo, o individuo com a Síndrome de Asperger não tem tanta acentuação nos problemas sensórios, ou seja, não tem tanta dificuldade em entender as sensações, pode ser socialmente atento, mas apresentar falhas na reciprocidade. Em outras palavras, pode aceitar as pessoas e até conviver com elas, mas sem integrar-se inteiramente.
Podem apresentar frequentemente depressão e desordem bipolar, entre outras características, porém, no autismo, é mais comum a associação com o TOC.
Alguns pesquisadores defendem que a Síndrome de Asperger é possivelmente hereditária pelo fato de muitas famílias citarem vários parentes estranhos. Também aqui está uma diferença, pois, no autismo, a hereditariedade não é significativa.
Tratamento
No momento, não há nenhum tratamento específico para indivíduos com a Síndrome de Asperger. Podendo-se citar a TCC (Terapia Cognitiva Comportamental) ou a Arteterapia como boas opções. Apesar das poucas opções disponíveis para tratamentos, estes não devem ser negligenciados, e percebe-se que os indivíduos tratados acabam tendo uma vida produtiva, conseguindo viver de forma independente, trabalhando, estudando, enfim, tendo uma vida considerada normal.
Um bom tratamento, tanto para autismo quanto para Asperger, deve considerar os aspectos bioquímicos (aceitação ou alergias a tipos de alimentos, medicamentos etc.) neurosensorial (integração sensorial, desenvolvimento de padrões, estimulação e integração auditiva, facilitação da comunicação em diversos níveis, terapias relacionadas com a vida diária, de acordo com a rotina do paciente), psicodinâmico (terapia de abraços, Psicoterapia e Psicanálise, além das já citadas, como TCC, Arteterapia e Musicoterapia), entre outros aspectos. Estes são os principais a serem considerados para um bom tratamento.
Fonte: OLIVER, Lou; Distúrbios de aprendizagem e de Comportamento. Rio de Janeiro: Wak Ed, 2010.
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